Seu sabo

(Djalminha)

Ele o meu homem
Me deu seu nome
Quando dele me tornei mulher
Ele me beija, me aperta,
Com carinho me desperta,
Faz de mim o que bem quer.
Sou seu sabo, sou seu denguinho,
Sou seu cheiro, seu carinho
E tudo o que ele quer
E at meu nome flor, rosa,
ona, cobra venenosa
Para o que der e vier
Me arrepio feito gata
Quando sinto as suas patas
No meu corpo desnudado
Se depois de forte briga
O nosso amor parece intriga
De gemidos no calado
Ele me afaga,
Eu gemo e grito,
Torno o dito por no dito
E me sinto mais mulher
Quando em seus braos ele me pisa
E com seus beijos me agoniza:
Quem ama atura o que vier